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Artigos Meus

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03
Set18

Más notícias, aumenta o fosso salarial entre mulheres e homens

Albertino Ferreira

Com altos e baixos, mais dos primeiros do que dos segundos, alarga-se a diferença salarial das mulheres para os homens, assim, de acordo com os dados estatísticos mais recentes disponíveis, os ganhos das mulheres são  inferiores aos dos homens em 14,3%.

 

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Ao nível da OCDE, 39 países assinalados, as mulheres auferem menos 13,9% do que os homens. Portugal não é dos piores casos, mesmo assim está acima da média da OCDE.

Esta problemática envolve situações de grande complexidade, mas, claramente, a desigualdade existente está, de uma forma geral, acima do que é aceitável, do que se pode imputar a razões objetivas.

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Visualizando apenas países da Europa, mais a Turquia e Israel, verifica-se que, também aí, Portugal não se encontra entre aqueles cuja situação é mais favorável!

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02
Set18

Festa de Cortegaça

Albertino Ferreira

Os andores da procissão de uma festa particularmente bem organizada. Os responsáveis, pelos andores e pel festa estão de parabéns!

 

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É uma tradição,não apenas nos momentos festivos, não apenas em Cortegaça, mas esta apropriação, ainda que temporária e ocasional do espaço público por particulares deveria merecer uma melhor reflexão.

 

 

02
Set18

A desigualdade salarial entre as mulheres e entre os homens

Albertino Ferreira

Surpresa, as mulheres assalariadas portuguesas começam o século com uma maior desigualdade salarial entre si do que os homens.

Depois, a evolução foi no sentido da redução, que foi maior do que a registada entre o salário dos homens, em tal medida que, em 2016, a desigualdade salarial entre as mulheres passou a ser inferior à dos homens.

 

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Na metade inferior da tabela, entre os 10% que ganham menos e o salário mediano, a desigualdade foi sempre superior entre os homens, que, aliás, até aumentou, ao contrário do que sucedeu entre as mulheres.

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Já na metade superior da tabela, dos maiores salários, a desigualdade entre as mulheres superava nitidamente a existente entre os homens no início do século; desde então, ambas reduziram, acabando por ficar ao mesmo nível em 2016.

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01
Set18

Portugal da desigualdade salarial

Albertino Ferreira

Portugal é dos países da OCDE que regista maior desigualdade salarial relativa, está em 8.º lugar na relação entre os 10% de trabalhadores que ganham mais e os 10% que ganham menos.

Consta-se que, a desigualdade é ainda maior na primeira metade da tabela, entre os salários elevados e os medianos, aí a posição portuguesa sobe para o 6.º lugar.

De modo contrário, a desigualdade reduz-se substancialmente na parte inferior da tabela salarial, entre os salários medianos e os menores, aí a posição desce para o 28.º lugar, muito abaixo da média da OCDE.

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A dispersão referida é má em si e também por indicar/confirmar que Portugal é, de forma geral, um país de baixos salários; de facto, países com maiores remunerações, podem até ser mais desiguais do ponto de vista absoluto, da diferença em dinheiro, e menos desiguais relativamente.

Considere-se, a título de exemplo, um país no qual os salários máximos nos dois decis dos extremos são de 10€ para o mais elevado e de 2€ para o decil 1; a sua desigualdade absoluta é de 8€ (10-2); a relativa - P90/P10 - é de 5 (10/2).

Agora um outro em que, para as mesmas posições, o vencimento maior é de 24€ e o menor de 12€; A desigualdade absoluta é de 12€ (24-12), superior à do 1.º país, enquanto que a desigualdade relativa (P90/P10) é de apenas 2 (24/12), inferior à do país acima.

Ou seja, diminuir a desigualdade relativa, pode até ser acompanhado de um aumento da desigualdade absoluta e com um aumento do rendimento de todos. O que possibilitará eliminar ou atenuar os efeitos da redução da desigualdade relativa.

Sim, seria estender muito o tema, mas nas condições históricas em que vivemos, e nas previsíveis no futuro que se pode vislumbrar, a existência de um certo nível de desigualdade é inevitável e justo.

Afirmar isto, num momento de desigualdades chocantes, aparece como uma heresia. Mas não é. Simplesmente é revelar compreensão do funcionamento da realidade social e ter clareza de objetivos para o seu aperfeiçoamento.

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