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Artigos Meus

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29
Dez18

Os gastos com a saúde pesam às famílias portuguesas

Albertino Ferreira

As despesas com a saúde representam 9% do Produto Interno Bruto, o que coloca Portugal acima da média da OCDE. 

São dados globais que trazem surpresa quando decompostos nas suas duas componentes, a pública, a do Estado, e a privada, ou a dos cidadãos. 

 

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De facto, quanto ao financiamento estatal, a posição de Portugal cai, passa a ser inferior à média da OCDE.

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Em contrapartida, o peso que as famílias suportam com os encargos com a saúde, volta a colocar Portugal nitidamente acima da média da OCDE; aliás, de entre os 36 países dessa Organização, as famílias portuguesas são das que mais comparticipam do seu bolso para os cuidados de saúde, para além dos impostos e dos descontos a que são obrigadas para o efeito.

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28
Dez18

O Macron enche a barriga de impostos e quer mais

Albertino Ferreira

Daí muitos dos problemas que se vivem em França nestes dias. Muitos impostos e poucos benefícios para o povo francês.

As receitas do Estado Português também são significativas - 36,9% do PIB; como, em 2017, o PIB foi de 194.613,5 milhões de € (Pordata), os portugueses pagaram de impostos e contribuições para as seguranças sociais qualquer coisa como 71 812,4 milhões de €. Uma pipa de massa. Quem é que está a beber? 

Para os portugueses devem sobrar apenas umas pinguitas, não os copos cheios, (para onde vão?), ou então não se compreende o clamor de descontentamento que atravessa o país.

 

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27
Dez18

O Estado Empurra para as Famílias os Encargos com a Saúde

Albertino Ferreira

Os encargos com a saúde representavam 9% do PIB em 2017; destes, 6% corriam à conta do Estado e 3% eram assegurados pelas famílias.

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Os números apresentados permitem constatar que o Estado se desfaz progressivamente das suas responsabilidades na saúde empurrando-as para as famílias. De facto, no ano 2000, o Estado assegurava 70,47% do financiamento da saúde, valor que baixou para 66,64% em 2017; por contrapartida dos encargos suportados pelas famílias, que subiram de 29,53%, em 2000, para 33,36% em 2017.

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O que comprova a crescente desresponsabilização do Estado em assegurar o direito à saúde dos seus cidadãos, vendo-se estes na contingência de substituir o Estado no que este devia, mas não faz. E os valores em causa são já muito significativos.

Assim, em 2000, por cada 5€ que o Estado aplicava na saúde, as famílias gastavam 2€; 

Em comparação, em 2017, por cada 2€ que o Estado assegurava, as famílias, por seu lado, tinham de garantir 1€!

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26
Dez18

Dívida Pública

Albertino Ferreira

A dívida pública portuguesa está a subir, ainda que de forma ondeada, desde a opção pelo euro; processo que se acelerou com as medidas tomadas para socorrer os bancos, e toda a austeridade promovida com o acordo com a troika.

Depois de atingir um máximo de 133% do PIB, a dívida mostrou tendência decrescente, contudo voltou a subir no 1.º trimestre de 2018 relativamente ao valor final de 2017.

O que estes valores significam é que a dívida não seria paga na sua totalidade mesmo que a toda a riqueza produzida no país durante um ano fosse destinada a esse fim. De forma caricata, mesmo que todos os portugueses morressem à fome, nem assim se livrariam da dívida. 

Como será o panorama no fim de 2018 é o que em breve saberemos; seja como for, mais ponto percentual para cima ou para baixo não invalida a realidade de que a dívida se mantém uma grilheta pesadíssima, que tolhe os movimentos do país e degrada todo o seu organismo. Portugal está a mirrar com a forma como se está a tentar resolver o problema.

Na medicina, se uma terapêutica não dá resultado, procura-se outra. Não deveria proceder-se do mesmo modo com a dívida

Porque é que o Estado está tão endividado? A explicação com que os do governo esmagaram todo o povo foi que os portugueses estavam a viver acima das suas possibilidades.

Não parece que os dados do gráfico, que são oficiais, testemunhem essa afirmação, apontando antes para duas outras ordens de questões:

- A primeira são as consecuências da adesão ao euro; a segunda foram e são as medidas de austeridade e o apoio dado aos bancos, no cumprimento das exigências de Bruxelas e da Zona Euro; tais foram justificadas como o meio para fazer baixar a dívida; não parece que tenham dado os resultados anunciados.

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Em % do Produto Interno Bruto, a riqueza criada no país durante um ano, Portugal continua a ter a 3.ª maior dívida da União Europeia, e apenas 4 países têm a dívida acima dos 100% do PIB.

 

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No 1.º trimestres de 2018, face a 2017, 16 países da UE diminuíram o peso da dívida no PIB e 12 aumentaram-no; note-se que um deles foi a Grécia, o que comprova que as brutais medidas de austeridade que lhe são impostas não contribuem para a diminuição da dívida, antes o contrário.

 

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