Em verdade se diga que existe uma grande preocupação com as eventuais perdas dos grandes. Já com os pequenos e as pequenas e médias empresas a preocupação não é tão grande; esses podem perder muito, até tudo, pelos vistos...
Estes números envelheceram rapidamente, mas mesmo assim dá para ver que Portugal era dos países onde essa modalidade de trabalho is se tinha desenvolvido.
Os números reais desta tragédia hão-de conhecer-se depois de ter passado, porque é essa a natureza da estatística, informa sobre o passado; números, enquanto a situação está a decorrer, são meramente indicativos.
No entanto, sobre alguns, as dúvidas são mais do que muitas, os do Equador, por exemplo, onde nem um sistema de conteio têm...
Além do que, por muito importante que sejam os valores totais, muitas outras informações há para estudar.
Sabemos que a nossa sociedade é profundamente desigual, os ricos e os pobres, em uma expressão simples.
O covid 19 ignora essa desigualdade e a morte atinge tanto ricos como não ricos?
Ou, pelo contrário, as mortes acumulam-se entre os menos afortunados, enquanto os senhores do dinheiro escapam de uma forma geral?
É necessário aprofundar. As notícias que chegam de Nova Iorque, para citar este, é de que as mortes atingem principalmente trabalhadores, pobres, minorias étnicas, hispânicos, imigrantes não documentados, e muito menos as zonas ricas...
E em Itália? As zonas mais atingidas não eram grandes centros industriais, onde os trabalhadores foram forçados a trabalhar, já pandemia estava espalhada. O encerramento não aconteceu só após se ter ultrapassado a grande resistência por parte dos proprietários das empresas e ainda assim com muitas excepções?