Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Artigos Meus

Artigos Meus

05
Abr23

O declínio de Portugal - 6

José Pacheco

UMA ECONOMIA FRAGIL NÃO PREPARADA PARA ENFRENTAR PANDEMIAS, GUERRA E SANÇÕES

Foi com uma economia frágil que o país teve de enfrentar a crise causada pela pandemia, o que determinou uma redução abrupta de 8,3% no seu PIB num único ano (2020), que levou dois anos a recuperar e que agora tem de enfrentar as consequências de uma guerra na Europa – e fundamentalmente as múltiplas sanções impostas por Bruxelas à Rússia, aprovadas por governos submissos, incapazes de defender os seus cidadão, que se têm revelado, na pratica, verdadeiras sanções contra as economias europeias e contra os europeus destruindo empresas e condições de vida, criando mais obstáculos ao crescimento económico e a ter consequências mais graves para os países da UE do que para a Rússia. Estão assim a criar de novo blocos políticos e comerciais em confronto crescente e a fragmentar a economia mundial.

O próprio FMI no seu relatório Atualização de Perspetivas da Economia Mundial de janeiro de 2023 confirma a reduzida eficácia das sanções sobre a economia russa, muito aquém das previsões dos seus defensores, pois a previsão que faz do crescimento económico na UE é de 0,7% em 2023 e de 1,8% em 2024, enquanto para a Rússia prevê um crescimento de 0,3% em 2023 e de 2,1% em 2024, portanto, um crescimento neste último ano já superior ao da UE. Jorge Costa Oliveira num artigo com o titulo “Repensar a eficácia das sanções à Rússia” publicado no Diário de Noticias de 15/3/2023 escreveu: “A medida que foram impostas mais e mais sanções à Rússia criou-se nos países ocidentais (o resto do mundo não dá relevo a esta guerra europeia) a convicção de que a economia russa sofreria uma derrocada. Faço parte dos que se juntaram a esse coro. Volvido um ano, sucede que os números não corroboram esta tese”. Este pelo menos teve a coragem e a honestidade de reconhecer o erro. Mas muitos fecham os olhos e os ouvidos e preferem a destruição da Europa, do nosso país, da vida dos europeus, a reconhecerem o erro e a procurarem uma outra solução que não sacrifique ou sacrifique menos as economias e os povos europeus. “Os srs. e as sras. de Bruxelas e do governo recusam-se a reconhecer o beco sem saída em que meteram a UE por incapacidade e falta de visão estratégica, e que a solução não seja utilizar a UE numa guerra económica a que não estavam mandatados pelos seus povos a qual está a destruir a economia dos países e a vida dos europeus pois não sentem as dificuldades da maioria. A escolha que os europeus (e os portugueses), terão de fazer é: manter e aplicar mais sanções devido ao falhanço e ter a escalada de preços e crescimento económico deprimente ou o contrário. Não se pode ter ao mesmo tempo “sol na eira e chuva no nabal”.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub