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29
Mai20

O plano para a recuperação

Albertino Ferreira

Algumas das verbas possíveis estão indicadas no gráfico. Elas indicam que, neste momento, a UE não pretende correr os riscos políticos da austeridade violenta que impôs depois da crise de 2007/2008. Depois, mais para a frente, se as coisas acalmarem, logo se verá...

O que não deve impedir uma análise mais profunda. Por exemplo, no mesmo período, 4 anos, o montante que Portugal irá pagar de juros da dívida é  igual, superior ou inferior ao que irá receber?

Bom, 25 mil milhões de euros de juros da dívida a pagar no mesmo período parece ser um montante bem superior.

E. ao ritmo atual,  40 mil milhões de euros para offshores sem pagar imposto são muito mais.

Depois, como se pode compreender ainda  que a UE pretenda carregar mais na dívida se ela é já tão pesada? 

Os 250 mil milhões não poderia também ser suportados pela UE?

Ainda, países tão ricos, e que tanto têm beneficiado com a UE, como a Alemanha e a França, não poderiam receber menos? 

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