A China é o país da ferrovia e dos comboios de alta velocidade. Por cá somos muito avançados, não queremos nada desses chinesices. A ferrovia está uma lástima, comboio de alta velocidade nem por canudo se vê.
O transporte aéreo é uma grande conquista da humanidade. E só meninas mimadas e tontas - que parece que ainda acreditam que há monstros debaixo da cama - podem julgar o contrário.
O que não significa que não deva ser racionalizado. Por exemplo, para as pequenas e médias distâncias é capaz de fazer maior sentido o comboio, incluindo o de alta velocidade.
Curiosamente, o país que mais aposta nesse tipo de transporte é a China, que continua a construir uma impressionante malha de linhas de alta velocidade.
Compreende-se pouco que os EUA não façam o mesmo, praticamente abandonaram o comboio, apesar do grande papel histórico que o caminho de ferro desempenhou na construção daquele país.
Obviamente, o lobby das transportadoras aéreas, e das petrolíferas, é muito grande.
Portugal também precisa de apostar mais na via ferroviária. E em uma ou duas linhas de alta velocidade para ligar o país ao resto da Europa.
Porque não faz? O peso do lobby dos fabricantes e vendedores de automóveis, assim como das petrolíferas deve de explicar muito. Assim como o interesse dos governos em sacar impostos das vendas de combustível e veículos.
O transporte aéreo é grande emissor de CO2. Os aviões são uma grande descoberta, mas há um claro abuso, principalmente a nível interno. Nos EUA, por exemplo, são omnipresentes. Não se compreende que um país, onde o caminho de ferro desempenhou um papel tão importante na sua construção, os comboios estejam hoje tão secundarizados. Isso só para favorecer os produtores de aviões e de combustível.