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Artigos Meus

Artigos Meus

23
Jul19

A leveza insustentável da dívida

Albertino Ferreira

Tanto se fala, percentagem para cima, percentagem para baixo, e a assim dita nossa dívida continua das maiores entre os países da UE.

Estamos a paga-la para que a situação fique melhor. É a justificação do governo, o que faz é sempre o melhor. Há apenas um pequeno pormenor: não é isso o que juram todos os governos, que as decisões que tomam são as únicas certas e as que irão promover o bem de todos? Pois é, depois sabe-se o que costuma a acontecer.

Mas não se espere do governo outro comportamento, o reconhecimento de que há outros caminhos, muito menos de que está a empenhar o presente o o futuro com as escolhas que realiza.

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22
Jun19

Juros negatívos?

Albertino Ferreira

Há dias foi sensação o facto de Portugal ter obtido financiamento a juros negativos, que é o mesmo que dizer que os que nos emprestaram dinheiro pagaram para o fazer. Ora, vai a ver-se, e verifica-se que a dívida portuguesa é das que tem menor parcela financiada com juros negativos. Ou seja, os compradores dos títulos da dívida - os que emprestam dinheiro -  preferem mais a dívida de outros países para "pagar" por a financiar. 

Deixando de olhar para o nosso umbigo, há lugar a uma reflexão sobre que economia é essa, onde quem empresta dinheiro não recebe, não ganha por isso, como sempre aconteceu, ao contrário, perde, paga para emprestar dinheiro.

Parece ser evidente que algo irá acontecer, pois de todo, essa não é uma situação normal

 

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05
Mai19

As dívidas podem perdoar-se

Albertino Ferreira

Há dias soube-se que vários bancos tinham perdoado a dívida milionária de um milionário. Afinal a dívida pode perdoar-se. Se o fazem com privados porque não fazer o mesmo com a dívida pública? No passado aconteceu várias vezes. Porque não o fazer agora? O certo é que a questão da dívida não se resolve como os governos têm procedido até agora. No final do dia, a dívida continua imensa e impede que se tomem medidas necessárias, provoca crises se se procura concretizar, como acontece agora, com a promessa de se demitir...

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26
Dez18

Dívida Pública

Albertino Ferreira

A dívida pública portuguesa está a subir, ainda que de forma ondeada, desde a opção pelo euro; processo que se acelerou com as medidas tomadas para socorrer os bancos, e toda a austeridade promovida com o acordo com a troika.

Depois de atingir um máximo de 133% do PIB, a dívida mostrou tendência decrescente, contudo voltou a subir no 1.º trimestre de 2018 relativamente ao valor final de 2017.

O que estes valores significam é que a dívida não seria paga na sua totalidade mesmo que a toda a riqueza produzida no país durante um ano fosse destinada a esse fim. De forma caricata, mesmo que todos os portugueses morressem à fome, nem assim se livrariam da dívida. 

Como será o panorama no fim de 2018 é o que em breve saberemos; seja como for, mais ponto percentual para cima ou para baixo não invalida a realidade de que a dívida se mantém uma grilheta pesadíssima, que tolhe os movimentos do país e degrada todo o seu organismo. Portugal está a mirrar com a forma como se está a tentar resolver o problema.

Na medicina, se uma terapêutica não dá resultado, procura-se outra. Não deveria proceder-se do mesmo modo com a dívida

Porque é que o Estado está tão endividado? A explicação com que os do governo esmagaram todo o povo foi que os portugueses estavam a viver acima das suas possibilidades.

Não parece que os dados do gráfico, que são oficiais, testemunhem essa afirmação, apontando antes para duas outras ordens de questões:

- A primeira são as consecuências da adesão ao euro; a segunda foram e são as medidas de austeridade e o apoio dado aos bancos, no cumprimento das exigências de Bruxelas e da Zona Euro; tais foram justificadas como o meio para fazer baixar a dívida; não parece que tenham dado os resultados anunciados.

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Em % do Produto Interno Bruto, a riqueza criada no país durante um ano, Portugal continua a ter a 3.ª maior dívida da União Europeia, e apenas 4 países têm a dívida acima dos 100% do PIB.

 

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No 1.º trimestres de 2018, face a 2017, 16 países da UE diminuíram o peso da dívida no PIB e 12 aumentaram-no; note-se que um deles foi a Grécia, o que comprova que as brutais medidas de austeridade que lhe são impostas não contribuem para a diminuição da dívida, antes o contrário.

 

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06
Nov18

O paganismo financeiro da UE

Albertino Ferreira

Portugal registou o segundo maior défice orçamental da UE (3%), em termos relativos e a terceira maior dívida pública, também em relação ao Produto Interno Bruto.

O défice e a dívida são os deuses da mitologia da UE, aos quais se têm de fazer todos os sacrifícios.

O que eles escondem é a razão de ser de tais défices e dívidas, o dinheiro para a banca gulotona, e outros gulotões, como as parcerias público-privadas, para garantir negociatas sem risco e com muito lucro para os amigalhaços.

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24
Ago18

A Crise Fez Disparar a Dívida

Albertino Ferreira

Os dados não enganam, a dívida pública portuguesa era inferior a 70% do Produto Interno Bruto em 2007. A dívida explode nos anos seguintes com as medidas tomadas pelos governos, com ou sem a troika, para acudir à banca. A dívida é da responsabilidade dos governos e de outros e não dos portugueses, que foram acusados de viver acima das suas possibilidades e obrigados a pagar por aqueles que, afinal, foram os grandes responsáveis dos problemas.

 

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