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Artigos Meus

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12
Set18

Grande salto na formação superior

Albertino Ferreira

Portugal deu um grande salto na formação superior da sua população, dos seus jovens, depois do 25 de Abril de 1974.

Mas ainda continua abaixo da média da OCDE.

E, talvez pior, não aproveita devidamente os quadros que forma, com tanto esforço das famílias e do Estado. A prova, a emigração de jovens formados e outros que conseguem emprego mas em atividades não conformes com a preparação académica que alcançaram.

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26
Jun18

Com a Imigração me Enganas

Albertino Ferreira

O Governo, noticiou ontem uma rádio pela manhã, pretende atrair 75 mil imigrantes nos próximos anos, pois, justifica-se, sem isso a população portuguesa sofrerá uma forte quebra.

 

A este propósito:

 

1. Portugal é dos portugueses, não dos que governam, logo uma tal medida não deveria ser sujeita a sério debate nacional, incluindo a sua submissão a votos, fazendo constar a mesma dos programas eleitorais dos partidos que a defendem? 

 

2. Se é para resolver o problema da natalidade, não existem outras medidas? Por exemplo, que incentivos se dá para promover a natalidade e de que apoios desfrutam as famílias, sejam de que tipo forem, para a criação e educação dos seus filhos?

Em qualquer caso, não é aceitável que o principal instrumento de uma política de natalidade seja o recurso à imigração.

 

3. Como se compatibiliza essa necessidade de imigrantes quando, ao mesmo tempo, pouco ou nada se faz para evitar a saída, a emigração de jovens portugueses, muitas vezes altamente qualificados, de que o caso de formados na área da saúde é o exemplo mais conhecido.

 

4. Aos futuros imigrantes serão garantidas as mesmas condições de trabalho de que gozam os nacionais em idênticas circunstâncias? Ou, pelo contrário, serão sujeitos a condições de vida, trabalho e de remuneração inferiores, com isso, pressionando também o rebaixamento das condições profissionais dos trabalhadores do país, isto é, o Governo, aproveitando e escondendo-se atrás da problemática da natalidade, não está a apostar na continuação do modelo económico dos baixos salários e dos direitos laborais enfraquecidos?

 

5. E já que o Governo avalia a necessidade quantitativa em 75 000, pode indicar também qual o perfil profissional desejado nos imigrantes, por outras palavras, em que setores de atividade serão necessários?

 

6. Ainda, o que faz Governo para ajudar ao desenvolvimento ou a garantir a paz nos países de origem de modo a que os seus cidadãos não sejam obrigados a emigrar pela força das necessidades?

 

Resumindo, há muito para debater; o Governo não pode simplesmente canalizar para a comunicação social uma tal informação, como parece que fez, sem promover um debate sereno mas aprofundado da questão.

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