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Artigos Meus

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26
Jun18

Com a Imigração me Enganas

Albertino Ferreira

O Governo, noticiou ontem uma rádio pela manhã, pretende atrair 75 mil imigrantes nos próximos anos, pois, justifica-se, sem isso a população portuguesa sofrerá uma forte quebra.

 

A este propósito:

 

1. Portugal é dos portugueses, não dos que governam, logo uma tal medida não deveria ser sujeita a sério debate nacional, incluindo a sua submissão a votos, fazendo constar a mesma dos programas eleitorais dos partidos que a defendem? 

 

2. Se é para resolver o problema da natalidade, não existem outras medidas? Por exemplo, que incentivos se dá para promover a natalidade e de que apoios desfrutam as famílias, sejam de que tipo forem, para a criação e educação dos seus filhos?

Em qualquer caso, não é aceitável que o principal instrumento de uma política de natalidade seja o recurso à imigração.

 

3. Como se compatibiliza essa necessidade de imigrantes quando, ao mesmo tempo, pouco ou nada se faz para evitar a saída, a emigração de jovens portugueses, muitas vezes altamente qualificados, de que o caso de formados na área da saúde é o exemplo mais conhecido.

 

4. Aos futuros imigrantes serão garantidas as mesmas condições de trabalho de que gozam os nacionais em idênticas circunstâncias? Ou, pelo contrário, serão sujeitos a condições de vida, trabalho e de remuneração inferiores, com isso, pressionando também o rebaixamento das condições profissionais dos trabalhadores do país, isto é, o Governo, aproveitando e escondendo-se atrás da problemática da natalidade, não está a apostar na continuação do modelo económico dos baixos salários e dos direitos laborais enfraquecidos?

 

5. E já que o Governo avalia a necessidade quantitativa em 75 000, pode indicar também qual o perfil profissional desejado nos imigrantes, por outras palavras, em que setores de atividade serão necessários?

 

6. Ainda, o que faz Governo para ajudar ao desenvolvimento ou a garantir a paz nos países de origem de modo a que os seus cidadãos não sejam obrigados a emigrar pela força das necessidades?

 

Resumindo, há muito para debater; o Governo não pode simplesmente canalizar para a comunicação social uma tal informação, como parece que fez, sem promover um debate sereno mas aprofundado da questão.

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