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Artigos Meus

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12
Jun18

Menos Atropelamentos, Mas de Maior Gravidade

Albertino Ferreira

Os acidentes rodoviários estão a diminuir em Portugal continental, felizmente.

Todavia, o atropelamento de peões está a ficar mais grave, uma vez que essa parte dos acidentes aumenta em termos relativos, sem qualquer exceção em qualquer das suas componentes: mortes, feridos graves e feridos leves, conforme o relatório da Prevenção Rodoviária Portuguesa de junho de 2018 - Atropelamentos, Sinistralidade Rodoviária em Portugal Continental, 2010 - 2016.

 

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26
Mai18

Os AVC e os Enfartes Matam Mais

Albertino Ferreira

As doenças do aparelho circulatórios (AVC, enfartes e outras) são a principal causa de morte em Portugal, logo seguidas pelos tumores malignos. Nas primeiras, a sua incidência em Portugal é inferior ao que se regista na União Europeia; nos segundos já não é bem assim.

 

Saliente-se que, em ambos os casos, a idade média da morte é inferior à idade da Esperança média de vida, muito mais acentuadamente na morte por tumores malignos. Neste caso, possivelmente não será exagerado afirmar que se está na presença de mortes prematuras.

 A esperança média de vida em Portugal é de 78 anos para os homens e 84,3 anos para as mulheres.

 

"Os tumores malignos causaram 27 357 óbitos, mais 2,7% que em 2015 (26 647 óbitos). Este conjunto de doenças esteve na origem de mais mortes masculinas (59,6%) que femininas (40,4%), com uma idade média ao óbito de 73,1 anos."

 

"Por doenças do aparelho circulatório ocorreram 32 805 mortes, menos 0,2% que no ano anterior. As mulheres continuaram a ser as mais afetadas, representando 55,1% do total de óbitos por estas doenças. A idade média ao óbito foi de 81,1 anos, mais baixa para os homens (78,0 anos) que para as mulheres (83,7 anos). O número de óbitos com idade inferior a 70 anos por esta causa aumentou 0,5% de 2015 para 2016."

 

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"Em 2016 registaram-se 110 970 óbitos no país (397 de residentes no estrangeiro), mais 1,9% que em 2015 (109 922 óbitos). As mortes por doença representaram 95,6% do total de óbitos registados no país e as causas externas de lesão e envenenamento estiveram na origem de 4,4% dos óbitos, de que se destacaram os acidentes e sequelas, com 2,6%, e as lesões autoprovocadas intencionalmente e sequelas (suicídio), com 0,9%."

 

"Em conjunto, as doenças do aparelho circulatório (29,6%) e os tumores malignos (24,7%) estiveram na origem de mais de metade (54,2%) dos óbitos ocorridos no país em 2016, constituindo as duas principais causas básicas de morte."

 

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05
Mai18

Janeiro é mês das mortes

Albertino Ferreira

 

Em 2017, registaram-se um pouco mais de 300 falecimentos por dia em Portugal, uma ligeira redução face a 2016.

Os óbitos masculinos foram ligeiramente superiores aos femininos (+ 388).

Como seria de esperar, a elevada idade é o fator preponderante na morte; 17 em cada 20 falecidos tinha 65 ou mais anos 29 em cada 50, 80 e mais anos.

A mortalidade de crianças com menos de um ano foi de 286, menos do que em 2016.

O que continua a manter a taxa de mortalidade infantil portuguesa inferior à média da União Europeia, mas talvez ainda algo alta para o que deveria ser.

A morte não é uniforme ao longo do ano; o inverno é a época que mais vidas leva, o pico costuma ser em janeiro; ao contrário, a primavera e o verão são mais amigáveis à vida.

 

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03
Mai18

Os Nascimentos não Compensam as Mortes

Albertino Ferreira

 

É preocupante, há nove anos que acontece e está a ficar pior: Em Portugal, os nascimentos são inferiores às mortes, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

Em 2017, os nascimentos ficaram atrás das mortes em 23432; o que representa um drástico agravamento face a 2010,quando a diferença, já má, se ficou pelos 4573.

No primeiro ano referido, nasceram 86154 crianças, a maioria meninos – 51,15% - o que contraria a crença de que nascem mais meninas.

É de sublinhar o facto de mais de metade ter nascido fora do casamento formalmente celebrado, proporção que está em aumento, muito pela influência do forte acréscimo do nascimento de bebés, cujos pais nem sequer vivem em coabitação, isto é, na mesma casa.

A maternidade ocorre principalmente entre os 20 e os 34 anos; depois dos 35 anos o seu valor, embora em aumento, ainda não chega a um terço do total; antes dos 20 anos da mãe, sua ocorrência é residual – 2,5% do total - e está em diminuição.

Finalmente, é no mês de setembro que se observa o maior número de nascimentos, enquanto o menor ocorre em fevereiro.

 

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Valores de 2016

 

 

 

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