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Artigos Meus

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23
Jun19

Os portugueses participam pouco nas eleições para o PE

Albertino Ferreira

Mas é uma abstenção deixa andar. Diz-se muita coisa, culpa-se isto e aquilo, sempre os outros, nunca os própios abastencionistas. Se não votam porque estão descontentes com algo, e não encontram nas propostas partidárias representação para o seu descontentamento, então porque não criam uma? É sempre mais fácil acusar outros.

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14
Jun19

Portugal, eleições para o PE

Albertino Ferreira

O PS desce em percentagem, mas sobe em números de deputados, são as nuances da conversão dos votos em deputados eleitos.

No seu conjunto, os três grandes partidos que suportam a permanência de Portugal na UE - PS, PSD e CDS - continuam a perder peso eleitoral, o que será compensado pelo BE, que é um forte partidário da permanência também.

Embora não totalmente, uma vez que em 2009 elegeu 3 deputados, este partido recuperou do perdido em 2014, em parte porque fez das eleições presidenciais, onde apresentou Marisa Matias, uma pré-campanha destas Europeia.

A CDU recua face às eleições anteriores, mas melhor do que as de 2009, onde só tinha eleito um deputado.

O PAN obtém um eurodeputado, foi muito comentado, mas parece ser em troca de Marinho Pinto, que não foi eleito, desta vez.

Aliás, se forem considerados tradicionais PS, PSD, CDS, BE, CDU, verifica-se que, no conjunto, estes partidos/coligação deixaram fugir apenas um deputado, enquanto que tinham sido dois, para o MPT, em 2014.

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05
Jun19

O que pretende a maioria dos eleitores portugueses?

Albertino Ferreira

Se a participação eleitoral nas eleições para o parlamento de Bruxelas/Estrasburgo significa encantamento, então a grande maioria dos portugueses perdeu rapidamente a ilusão com a União Europeia.

Mas deixam andar.

Mais, o seu alheamento aumenta ao mesmo tempo que se fortifica a influência (determinante) de Bruxelas, da Comissão Europeia, na política que é concretizada pelo governo de Lisboa. 

É difícil de compreender. Se as eleições não servem para nada, como se costuma escutar, então qual é a alternativa?

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04
Jun19

A Participação eleitoral foi inferior a 50% na maioria dos Estados da UE

Albertino Ferreira

A participação eleitoral para o parlamento de Bruxelas/Estrasburgo superou os 50% na União Europeia, em média.

No entanto, na maioria dos países - 15 - a afluência às urnas foi inferior a 50% do eleitorado. Portugal encontra-se neste grupo de países.

Nos restantes 13 países é que a participação eleitoral superou a marca dos 50%.

Dos abstencionistas afirma-se muitas coisas, o facto é que se não foram votar, foi porque não quiseram, salvo um ou outro caso. E quem o fez fpo porque ou está bem com a situação, ou então está à espera que sejam outros a fazer alguma coisa. 

Dizer mal e nada fazer, é um comodismo muito típico, que, pelos vistos, está muito generalizado. 

Para os abstensionistas os versos da canção:

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

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04
Jun19

A Le Pen não tem motivos para festejar

Albertino Ferreira

Bem sei que a ideia que passou logo a seguir à contagem não foi essa, mas é o que mostram os resultados, A Frente Nacional (Reunião Nacional, agora), ficou em primeiro, como já tinha ficado em 2014, teve mais votos, mas desceu em percentagem e perdeu um deputado, uma vez que a participação eleitoral subiu em França e, claramente, a RN não foi a beneficiada. O movimento dos coletes amarelos não trás beneficios à extrema-direita, nem aos partidos tradicionais do governo em França e na UE.

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29
Mai19

Com o evidente me enganas

Albertino Ferreira

É a análise habitual, que forças ganharam, quais as que perderam. Mas é superficial, corresponde a visualizar a espuma e logo julgar que se encontrou a explicação para as ondas.

Não é assim. Evidentemente, a análise fornece informação importante, mas esconde o essencial, quem de facto ganhou e quem perdeu.

Ora, das eleições se pode dizer que perderam os trabalhadores, os povos, que continuarão a ver a sua veda na cepa torta ou a andar para trás. Para eles nunca haverá, dinheiro, pois isso prejudicará as contas públicas.

Quem ganhou foram os banqueiros, os ricos e muito ricos, para esses haverá todo o dinheiro que quiserem, ninguém falará nas contas públicas.

Foi nisso em que votou a maioria dos eleitores, seja consciente disso ou não.

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09
Abr19

As sondagens indicam que a maioria dos eleitores não valoriza os deputados que trabalham

Albertino Ferreira

Dizer mal dos deputados é o desporto nacional favorito, até talvez mais do que o futebol, mas, chega-se às eleições e o que se constata é que a grande maioria dos eleitores não valoriza os deputados que mais trabalham, optando sempre por manter os que menos fazem. 

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Nota importante o João PImenta entrou a meio do mandato. Se lhe adicionarmos as 121 perguntas feitas pela Inês Zuber (deixou o Parlamento Europeu para ser mãe, uma vez que as regras do PE não permitem que uma deputada possa suspender o mandato por motivos de gravidez), seria o terceiro deputado mais produtivo!

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