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Artigos Meus

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30
Out21

Sobre o momento político

José Pacheco

1 - O PS, obedecendo aos corruptos e à UE, decidiu afasta-se do PCP para gerir a seu bel prazer o dinheiro da bazuka que vem aí. Preparam-se para afundar no lodaçal da corrupção esses fundos, como aconteceu com os primeiros que vieram da UE, então CEE.

2 - Alguém acredita que o grande patronato, a banca, a UE aceitariam que os fundos da bazuka, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) fosse gerido por um governo que o PCP ou o BE pudessem influenciar, ainda que minimamente?

3 - O PS é solução? Se você acredita. Solução para quê?

4 - O que você está a apresentar (más sondagens para o PCP e BE) são as razões pelas quais o Gov apresentou um orçamento para ser chumbado, porque quer eleições, em aliança com o Marcelo e possivelmente em obediência a ordens da UE. Por essa razão também televisões e comentadores só falam de eleições.

5 - Grande surpresa, amanheceu como sempre, até com sol, os carros circulam normalmente, a bomba de gasolina está aberta, o supermercado também. Até as gaivotas estão pousadas nos mesmos postes! Como pode ser tudo isso, com a grande crise, crise histórica que está aí, dizem alguns!

6 - Faça um exercício de memória, nas ocasiões do passado semelhantes a esta não foi sempre esse o discurso, uma crise política e tudo o resto. Eleições? As pessoas serem chamadas a votar é crise política? Não seria melhor repensar esses lugares comuns?

7 - Os eternos comentadores, com muita responsabilidade na situação do país, no seu debitar da cartola, reconhecem que os partidos não são todos iguais, que nem todos andam atrás de tacho. O PCP e o BE, resulta das palavras deles, votaram no que acreditam, não se importando de eventualmente perder lugares.

8 - Será um voto útil se for para resolver os problemas, se for o voto nos mesmos de sempre, que utilidade terá? Será um voto no marasmo, que conhecemos há dezenas de anos.

9 - Como é que 47 anos passados de 25A, 46 anos depois do 11N - que segundo alguns veio endireitar as coisas, 35 anos depois da adesão à UE, alguém ainda ache naturalíssimo falar na existência de "pobres e mais pobres"? Por favor....

10 - Então, temos teatro presidencial? O Marcelo (no multibanco), com a influência que tem, ainda organiza um talk show!

11 - O país está com Orçamento. O OGE dura até 31 de Dezembro. No dia 1 de janeiro, se não houver orçamento, é que o país fica a viver com o OGE de 2021, ou seja, passa a viver em duodécimos.

12 - O OGE foi chumbado? O gov, ouvidas todas as partes, tem agora a obrigação de apresentar outra proposta que responda a alguns dos oponentes.

13 - Caramba, com tão bons governos, como é que neste país ainda há pobres e mais pobres?

14 - Parece-me que de há muitos anos para cá Portugal é desgovernado pelos mesmos ou aparentados que desgovernaram durante 48 anos e que para o fazer se escudaram na UE que até impõe o mesmos fascismo orçamentário que o outro já impunha.

15 - Não compreendo o enquadramento estratégico do BE, que classes e camadas sociais querem eles representar? A mim parece-me que eles teriam muito êxito se se dirigissem aos setores a que se dirige o PAN. Mas eles lá sabem!

09
Abr19

As sondagens indicam que a maioria dos eleitores não valoriza os deputados que trabalham

José Pacheco

Dizer mal dos deputados é o desporto nacional favorito, até talvez mais do que o futebol, mas, chega-se às eleições e o que se constata é que a grande maioria dos eleitores não valoriza os deputados que mais trabalham, optando sempre por manter os que menos fazem. 

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Nota importante o João PImenta entrou a meio do mandato. Se lhe adicionarmos as 121 perguntas feitas pela Inês Zuber (deixou o Parlamento Europeu para ser mãe, uma vez que as regras do PE não permitem que uma deputada possa suspender o mandato por motivos de gravidez), seria o terceiro deputado mais produtivo!

16
Jun18

A origem da eutanásia no reino do Partido Socialista

José Pacheco

O que traduzi é chocante.

A palavra ao socialista economista Attali, braço direito ou esquerdo de Mitterand, de Sarko, «criador» de Macron. Attali Sobre a eutanásia. É bom que se leia e se perceba muito bem do que se fala quando se fala da «boa morte», de liberdade, da dignidade na morte etc. Um assunto é o caso do espanhol Ramon, o resto está tudo pensado, há que tempos, por Attali. A Portugal tudo chega com atraso. Mas chega.

O único partido que a este respeito tem uma posição justa, clara e corajosa é o Partido Comunista Português. Confundir a posição deste partido com a direita é apenas de uma pobreza de argumentos sem interesse algum.

 

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«A produção e a manutenção do consumidor são caras, mais caras do que a produção das próprias mercadorias. Os homens são produzidos por serviços que prestam uns aos outros, especialmente no campo da saúde, cuja produtividade económica não aumenta muito rapidamente. "
"A produtividade da produção de máquinas aumenta mais rapidamente que a produtividade relativa da produção de consumo. Esta contradição será superada por uma transformação do sistema de saúde e educação para a sua mercantilização e industrialização.»(p 265).

 

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«Mas, para além dos 60/65 anos, o homem vive mais do que produz e é caro para a sociedade.»

 

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«Acredito que na própria lógica da sociedade industrial, o objectivo não será prolongar a expectativa de vida, mas ter a certeza de que (...) o homem viva tão bem quanto possível, mas de forma a que as despesas de saúde serão tão pequenas quanto possível em termos de custos para a comunidade.(...) temos assim um novo critério de expectativa de vida: o do valor de um sistema de saúde, não uma função de prolongar a expectativa de vida, mas do número de anos sem doença e, particularmente, sem hospitalização. 
De fato, do ponto de vista da sociedade, é preferível que a máquina humana pare abruptamente em vez de se deteriorar gradualmente. Isso fica perfeitamente claro se nos lembrarmos que dois terços dos gastos em saúde estão concentrados nos últimos anos de vida. Da mesma forma, cepticismo à parte, os gastos em saúde não chegariam a um terço do nível actual (175 mil milhões de francos em 1979) se todos morressem subitamente em acidentes de carro. Assim, é necessário reconhecer que a lógica não reside mais no aumento da expectativa de vida, da vida sem doença.»

 

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«(...) A eutanásia será um dos instrumentos essenciais do futuro das nossas sociedades.Numa lógica socialista, para começar, o problema é o seguinte: a lógica socialista é a liberdade e a liberdade fundamental é o suicídio; Como resultado, o direito ao suicídio directo ou indirecto é, portanto, um valor absoluto nesse tipo de sociedade. Numa sociedade capitalista, máquinas de matar, próteses que eliminam a vida quando é insuportável ou economicamente muito caro, irão emergir e serão uma prática comum. Portanto, penso que a eutanásia como um valor de liberdade ou uma mercadoria, será uma das regras da sociedade futura.» (Pp. 274-275).

Nota: Excertos de uma entrevista de Jacques Attali publicada por Michel Salomon no seu livro "l'Avenir de la Vie" (Edições Segher).

 

Fatima Rolo Duarte

 

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