Pepe Escobar – 23 de janeiro de 2026
O velho mundo está morrendo e o novo mundo luta para nascer: agora é tempo de monstros.
Antonio Gramsci
A “ruptura” chinesa
Então, o que foi que realmente mudou o jogo em Davos? Não foi a “ruptura” nem mesmo as conspirações para a apropriação de terras. Foi o discurso do vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng.
Aliás, o discurso de “ruptura” de Carney foi fortemente influenciado por sua recente viagem à China, onde se encontrou com He Lifeng, um sério candidato a suceder Xi Jinping no futuro.
Em Davos, He Lifeng deixou muito claro que a China está determinada a se tornar “o mercado mundial” e que impulsionar a demanda interna agora está “no topo da agenda econômica [da China]”, conforme refletido no 15º Plano Quinquenal, que será aprovado em março deste ano em Pequim.
Portanto, independentemente do que os bárbaros possam estar tramando, o fato que importa é que a China já está profundamente envolvida na próxima fase, na qual se espera que substitua os Estados Unidos como o principal mercado consumidor do mundo.
Isso é o que se chama de ruptura.

