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Artigos Meus

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23
Abr19

Custos laborais baixos

Albertino Ferreira

Portugal tem dos mais baixos salários entre os países da União Europeia.  Uma vez mais se confirma. É o modelo económico dos baixos salários, herdado do fascismo, que se pretende perpetuar. De vez em quando, os governantes de serviço batem com a mão no peito e juram que não é isso o que se pretende, nem vai continuar. Paleio, de juras está o inferno cheio, a realidade aí está, é a prova de algodão, as entidades patronais e os governos que as favorecem não estão interessadas em aumentar o nível dos vencimentos, logo em desenvolver o país, sacam todo o lucro impondo baixos níveis remuneratórios e estão satisfeitas com isso. Por sua livre vontade não mudarão.

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19
Nov18

Custos Laborais Ajustados ao Calendário

Albertino Ferreira

Os custos laborais em Portugal, no início de 2018 voltaram a cair para valores inferiores aos de 2012. 

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Como se pode observar, os custos laborais em Portugal são, em regra, inferiores aos da média da União Europeia e, também, da zona euro.

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Finalmente, Portugal encontra-se entre os poucos países da UE, cujos custos laborais, nos primeiros 3 meses de 2018, foram inferiores aos de 2012, ano tomado como base de comparação e, por isso, com o índice igual a 100.

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18
Nov18

Os custos laborais aos altos e baixos

Albertino Ferreira

Os custos laborais em Portugal (vencimentos e salários) na indústria, construção e serviços voltaram a cair no primeiro trimestre de 2018 para valores inferiores aos de 2012, repetindo o acontecido no 1.º trimestre de 2016 e no 1.º de 2017.

 

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 Dessa forma, Portugal é dos poucos países cujos custos laborais nos primeiros 3 meses de 2018 são inferiores aos de 2012.

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Reduzindo o período de análise, Portugal encontra-se igualmente entre os países cujos custos laborais diminuiram no início de 2018 relativamente ao valor final apurado em 2015.

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Nota: Os cálculos são feitos sem ajustamento ao calendário e à sazonalidade, o que significa que se ignoraram o efeito do calendário diferente de trabalho dos vários países (feriados, gozo de férias, por exemplo) assim como o efeito da sazonalidade (a título de ilustração: sabe-se que há atividades que registam um pico em determinadas épocas do ano, o verão, no caso do turismo).

09
Set18

Ganhos Horários dos Trabalhadores no Setor Privado

Albertino Ferreira

Como nos últimos três anos o valor do índice é inferior a 100 - o índice escolhido para comparação, calculado com os ganhos de 2010 - isso significa que, nesses anos, os ganhos horários dos trabalhadores no setor privado foram inferiores aos de 2010. 

Muito embora tenha havido uma recuperação, em 2017 os trabalhadores receberam menos do que em 2010 em cada hora de trabalho,

Aliás, Portugal foi o único país onde isso aconteceu, de entre os indicados pela OCDE.

 

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05
Set18

A Discriminação das Mulheres é Mais Acentuada no Setor Privado

Albertino Ferreira

A prática da diferenciação do pagamento das mulheres relativamente aos homens em Portugal sempre foi muito mais acentuada no setor privado, e está a aumentar.

No setor público, a discriminação existe igualmente, embora bastante menor, e também está a aumentar.

 

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Quando se observa o panorama da União Europeia e mais alguns países, consta-se que a discriminação salarial das mulheres no setor privado é generalizada e de que Portugal é um dos 5 países onde é maior.

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Passando para o setor público, o traço dominante é o da manutenção da desigualdade salarial a desfavor das mulheres - com valores menores em Portugal, como se tinha assinalado, que desce também alguns posições no rol dos que mais discriminam - embora já apareçam alguns países onde o vencimento das mulheres supera o dos homens. 

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As razões para esta diferenciação salarial são várias, evidentemente, e até complexas, algumas, mas não se pode perder de vista de que, com ela, a entidade patronal, com reforço para a privada, consegue ganhos adicionais, maiores lucros. 

 

01
Set18

Portugal da desigualdade salarial

Albertino Ferreira

Portugal é dos países da OCDE que regista maior desigualdade salarial relativa, está em 8.º lugar na relação entre os 10% de trabalhadores que ganham mais e os 10% que ganham menos.

Consta-se que, a desigualdade é ainda maior na primeira metade da tabela, entre os salários elevados e os medianos, aí a posição portuguesa sobe para o 6.º lugar.

De modo contrário, a desigualdade reduz-se substancialmente na parte inferior da tabela salarial, entre os salários medianos e os menores, aí a posição desce para o 28.º lugar, muito abaixo da média da OCDE.

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A dispersão referida é má em si e também por indicar/confirmar que Portugal é, de forma geral, um país de baixos salários; de facto, países com maiores remunerações, podem até ser mais desiguais do ponto de vista absoluto, da diferença em dinheiro, e menos desiguais relativamente.

Considere-se, a título de exemplo, um país no qual os salários máximos nos dois decis dos extremos são de 10€ para o mais elevado e de 2€ para o decil 1; a sua desigualdade absoluta é de 8€ (10-2); a relativa - P90/P10 - é de 5 (10/2).

Agora um outro em que, para as mesmas posições, o vencimento maior é de 24€ e o menor de 12€; A desigualdade absoluta é de 12€ (24-12), superior à do 1.º país, enquanto que a desigualdade relativa (P90/P10) é de apenas 2 (24/12), inferior à do país acima.

Ou seja, diminuir a desigualdade relativa, pode até ser acompanhado de um aumento da desigualdade absoluta e com um aumento do rendimento de todos. O que possibilitará eliminar ou atenuar os efeitos da redução da desigualdade relativa.

Sim, seria estender muito o tema, mas nas condições históricas em que vivemos, e nas previsíveis no futuro que se pode vislumbrar, a existência de um certo nível de desigualdade é inevitável e justo.

Afirmar isto, num momento de desigualdades chocantes, aparece como uma heresia. Mas não é. Simplesmente é revelar compreensão do funcionamento da realidade social e ter clareza de objetivos para o seu aperfeiçoamento.

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